Correio da Manhã
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Posição editorial
Centro-direita — em vigor desde 7 de agosto de 2026.
Factualidade ainda por avaliar. É um eixo separado da posição editorial e exige o seu próprio dossier de fontes.
Duas fontes académicas independentes, verificadas a 07/08/2026 contra os PDFs dos repositórios oficiais, colocam o CM no eixo e convergem: «posicionamento político voltado para o centro, e com intensidade discursiva mais apontada para a direita política» (Valadares 2013, doutoramento, Coimbra, análise do discurso) e «ligeira preferência do CM e Expresso por partidos de direita», com «tendem a favorecer ideias de direita» nas conclusões (Graça 2017, mestrado, ISCTE, análise de tom a 4.510 notícias das legislativas de 2009 e 2015). O inquérito de peritos EMSS, citado através de Graça por o original estar inacessível, corrobora sem contar: o CM concorda a maioria das vezes com PSD ou CDS-PP. Centro-direita é a leitura que guarda a direção que as duas fontes partilham; «centro» descartaria o único achado direcional que ambas repetem. Os qualificativos — «ligeira», «voltado para o centro» — estão dentro das próprias citações e são parte da classificação, não um defeito dela. A confiança fica em média por três razões: os corpora são de 2007–2015, o viés medido é ligeiro, e a eurotopics escreve o contrário («does not have any particular political orientation»), que fica no dossier como contra-evidência.
Fontes desta classificação
- A Política e os Media: O Enviesamento da Imprensa Portuguesa em 2009 e 2015 — ISCTE-IUL — Repositório do Iscte (dissertação de mestrado)
Encontraram-se diferentes padrões de enviesamento, notando-se, em termos de tom, uma ligeira preferência do CM e Expresso por partidos de direita
Académico. Francisco Varandas Soares Graça, orientação de José Santana-Pereira, setembro de 2017; análise de conteúdo a 4.510 notícias (Público, CM, Expresso, JN). Nas conclusões: «é verdade que CM e Expresso tendem a favorecer ideias de direita»; na hipótese 1d: preferência do PSD/PàF em relação ao PS e favorecimento do CDS-PP em relação a BE e CDU. Citações verificadas no PDF oficial — a ligação humana do bitstream está avariada no repositório (redireciona para localhost) e o PDF veio da API DSpace do próprio Iscte. Consultado a 07/08/2026. - A Democracia na Imprensa Popular Portuguesa — o caso dos jornais diários Correio da Manhã e Jornal de Notícias — Universidade de Coimbra — Estudo Geral (tese de doutoramento)
O jornal adota um posicionamento político voltado para o centro, e com intensidade discursiva mais apontada para a direita política.
Académico. Marcelo Machado Valadares, CES/FEUC, orientação de Rui Bebiano, setembro de 2013; análise crítica do discurso ao CM e ao JN. A citação está na p. 17 da tese (p. 28 do PDF); a mesma página acrescenta que o CM «com raras exceções, aborda e defende uma estrutura liberal de Estado, defendendo uma política voltada para o mercado». Verificado contra o PDF oficial, SHA-256 igual ao bitstream do repositório. Consultado a 07/08/2026. - European Media Systems Survey — a colocação do CM segundo o painel de peritos — Popescu et al. (2012), citado por Graça (2017), p. 11
o Correio da Manhã (CM) concorda mais de metade das vezes ou com PSD, ou com CDS-PP, e um número muito reduzido de vezes com PCP e PS
Corroboração — não conta para a regra das duas fontes: o original do EMSS está inacessível (o domínio do projeto morreu) e a colocação é citada através de Graça 2017. Regista-se porque é um terceiro sinal, de método diferente (inquérito a peritos), a convergir em centro/direita. Consultado a 07/08/2026. - Correio da Manhã — eurotopics
Its reporting does not have any particular political orientation.
Contra-evidência. Afirmação de ausência, não colocação — e é a razão principal de a confiança ficar em média em vez de alta. O perfil regista ainda que é o diário pago mais vendido do país. Consultado a 07/08/2026. - Estatuto Editorial — Correio da Manhã
defende uma sociedade livre e plural e a economia de mercado, aberta à iniciativa privada e ao génio individual, como forma de criação de riqueza
Autodescrição. Declara independência do poder político e valores de economia de mercado; não se coloca no eixo. Consultado a 07/08/2026.
Propriedade
Grupo proprietário: Medialivre
A Medialivre é a antiga Cofina Media, depois de um management buy-out concluído em 2023 e liderado pela própria gestão. Cristiano Ronaldo entrou com cerca de 30% do capital e é o acionista individual de referência.
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